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Era uma vez, quando os millennials eram apenas crianças, seus influenciadores eram heróis literários. Junto com uma equipe de ilustradores do Projector Institute, revisitamos nossas infâncias para refletir sobre os livros que crescemos lendo.
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Infantis
Pippi Meialonga se tornou forte por não ter os pais por perto. A pequena sereia não foi vítima de um amor não correspondido,
Se prestarmos atenção às
Para a maioria dos millennials, os livros eram a fonte principal de conhecimento sobre a vida. Decidimos nos aprofundar nas
O pequeno príncipe caiu na armadilha de uma relação codependente.
leituras que amávamos quando criança,
algumas histórias não são exatamente o que pareciam ser.
ideias controversas por trás dos livros infantis,
para desafiar suas interpretações tradicionais e compreender melhor a nós próprios.
mas alguém que pagou o preço por ser mentirosa.
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Alice no País...
Mary Poppins
Pippi Meialonga
Peter Pan
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O Jardim Secreto
A Pequena Sereia
A Árvore Generosa
O Pequeno Príncipe
O Hobbit
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Pegue a Estrada Para se Encontrar
O Hobbit
de J. R. R. Tolkien
Publicado pela primeira vez em 1937
Bilbo Bolseiro, um hobbit de respeito, mora em um buraco aconchegante em uma colina. Para sua surpresa, Bilbo aceita uma proposta para procurar tesouros antigos. E ele não se arrepende quando volta quase de mãos abanando, pois adquiriu muito mais do que ouro: percebeu o quão corajoso, inteligente e generoso ele era.
Bilbo possui uma bússola moral muito clara. Ele entende que pode ser um hobbit nobre, e faz de tudo para ficar do lado do bem. Nós todos podemos aprender com ele. Essa determinação, coragem e fé em seus princípios morais foram incorporados na ilustração.
Ilustração de
Nadiia Rudenko
Quando eu era criança não gostava do Pequeno Príncipe pois tinha um tom frio e a solidão cósmica era bem caracterizada. Agora isso me chama atenção.

Todos nós desejamos um relacionamento especial como amor e amizade, o que é normal. Mas o que não é normal é se dedicar inteiramente aos outros sem sentir algo em troca.

Na minha ilustração, o pequeno príncipe insensível congelou após levar a mordida da cobra. As submissões vivem dentro dele, não deixando espaço para si mesmo. Se eu conhecesse o pequeno príncipe, eu, com certeza, o abraçaria e diria que amor que exige sacrifício não é amor.
O pequeno príncipe passou a maior parte de sua vida em um pequeno planeta. Um dia, ele encontra uma rosa - uma linda criatura, porém narcisista que não pode sobreviver sem seus cuidados constantes. Quando ele decide deixar a rosa para explorar o mundo, as coisas começam a piorar. Quanto mais o príncipe se afasta de sua amada, mais culpado se sente. Então ele escolhe morrer pela rosa, pois a culpa que carrega consigo é insuportável.
O Pequeno Príncipe
de Antoine de Saint-Exupéry
Publicado pela primeira vez em 1943
Amor Destrutivo Não é Amor
2
Ilustração de
Olia Aristova
3
Para Alguns, Não Somos Amigos, Somos Recursos
A Árvore Generosa
de Shel Silverstein
Publicado pela primeira vez em 1964
Uma vez uma árvore estava disposta a dar qualquer coisa por um menino que sempre a visitava. O menino pegava frutas, se pendurava nos galhos e quando foi crescendo começou a cortá-la para pegar algumas lenhas. Por fim não sobrou nada, exceto um toco para se sentar. O auto-sacrifício da árvore não manteve a pessoa amada por perto, nem mesmo ajudou na sua independência.
Se eu pudesse reescrever a história, faria a árvore analisar seu comportamento e a situação em questão. Por exemplo, por que continua chamando um homem de menino, e como isso pode o ajudar a se auto-realizar com os seus próprios recursos internos.

O maior desafio para mim como ilustradora foi decidir o protagonista. Minha personagem principal acabou sendo a árvore, mas sem nenhum galho ou fruto para dar. A árvore começou a apodrecer, criando a ilusão de que tudo estava bem e que o menino voltaria porque sentiu saudades.
Ilustração de
Nathali Gurova
4
O Príncipe Não Tem Culpa
A Pequena Sereia
de Hans Christian Andersen
Publicado pela primeira vez em 1837
A pequena sereia salva um jovem príncipe durante um naufrágio e acaba se apaixonando por ele. Talvez, se ele a conhecesse de verdade, ele a amasse de volta. Mas, infelizmente, a sereia fingiu ser quem não é, uma humana, para tentar ficar mais parecida com seu amado. Você não pode culpar o príncipe por escolher alguém que ele tinha mais afinidade.
Eu li essa história quando criança e, desde então, minha visão em relação a personagem principal mudou completamente. Eu costumava pensar que um final feliz para a Ariel seria um casamento com o príncipe. Agora, vejo que depois de inúmeras experiências e problemas, ela recebeu o que merecia: a verdadeira ela .

Eu dedico minha ilustração à transformação na personalidade da pequena sereia. Ela se aceitou como é e se ergueu acima de tudo.
Ilustração de
Anastasia Ivanova
5
Quando Estiver Triste, Ilumine-se Com Uma Meta
O Jardim Secreto
de Frances Hodgson Burnett
Publicado pela primeira vez em 1911
Ninguém nunca prestou muita atenção na pobre Mary. Quando seus pais morreram, ela se transformou em uma sombra e começou a vagar pela bela mansão de seu tio. Entretanto, ela escolhe cuidar de um jardim abandonado. Conforme o jardim vai florescendo, o mesmo ocorre com a alma de Mary.
O começo do romance foi muito emocionante e promissor, mas o final deixou a desejar. A personagem principal está fazendo o seu melhor, porém a estratégia do seu tio deixa muitas interrogações. Ele deixa as crianças e fica na expectativa de que outra pessoa resolva seus contratempos.

O lado mais complexo da minha ilustração foi retratar o estado de espírito e caráter da garota.
Ilustração de
Nadiia Rudenko
6
Fugindo da Idade Adulta, Você Foge da Vida
Peter Pan nos Jardins
de Kensington de J. M. Barrie
Publicado pela primeira vez em 1906
Uma noite, Peter Pan toma a decisão de decolar para os Jardins de Kensington. Com o passar do tempo, ele vai se acostumando com essa vida despreocupada entre as fadas. A princípio ele está vivendo em um paraíso, até que você compreende que suas decisões podem envolver nunca se tornar um adulto ou encontrar sua família.
Ilustração de
Polina Udod
Quando eu era criança, eu só assistia desenho animado; hoje vejo que existe uma gritante contradição entre o filme e o livro. O protagonista me deixa muito intrigado. Se ele é um menino que não quer crescer, por que é tão ríspido e egoísta? Talvez seja apenas um mecanismo de defesa, já que pessoas como ele não são aceitas facilmente pelas outras pessoas.

Para mim, a questão mais desafiadora foi apresentar o personagem de Peter e a atmosfera fria em volta dele.
7
A Força Pode Vir do Desespero
O livro tem um significado muito profundo: ao seguir regras sociais irracionais, os adultos se perdem e se tornam indiferentes.

Pippy e seus amigos comem ervilhas e fingem que isso os curará de crescer, no final do livro. É um final incrível, pois nos permite tirar nossas próprias conclusões. Para algumas pessoas, as crianças irão crescer e, inevitavelmente, irão se transformar em adultos insensíveis. E outros irão acreditar que eles podem manter sua criança interior em seus corações.
Pippi tem 9 anos e mora sozinha. Seu pai deixou para ela um baú de ouro e navegou para longe, já sua mãe havia partido fazia algum tempo. Embora tenha ficado sozinha, Pippi é otimista e prestativa. Ela utiliza de sua força e do ouro para animar os outros. Ela também ajuda as pessoas que nunca foram amáveis com ela. A solidão é algo que a motiva e a torna mais forte.
Pippi Meialonga
de Astrid Lindgren
Publicado pela primeira vez em 1945
Ilustração de
Nika Kurilenko
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Criar Filhos de Maneira Apropriada Exige Habilidades Mágicas
Mary Poppins (série de 9 livros)
de P. L. Travers
Publicado pela primeira vez em 1934—1988
Ser babá de quatro crianças não foi uma tarefa árdua para Mary Poppins. Ela conseguiu mantê-los limpos e organizados, ensinando-lhes boas práticas e ampliando seus horizontes. A questão é: Mary Poppins conseguiria finalizar todas as suas tarefas sem utilizar a magia?
Quando eu tinha 5 ou 6 anos minha mãe leu a série para mim. Eu era fascinado por magia quando era mais novo e não dava muita importância aos personagens. Apesar de Mary Poppins parecer muito rígida e essa sensação continuar a mesma, agora me entristeço com a relação tóxica entre os personagens secundários.

Eu recomendaria que Mary não pressionasse as crianças, mas tentasse entendê-las. E se tratando dos pais, seria excelente se eles pudessem ser mais receptivos e responsáveis em vez de esperar que um milagre aconteça.
Ilustração de
Tetiana Yefremova
9
Às Vezes, Só Precisamos de Um Bom Cochilo
Eu conheci o romance enquanto lia para meu filho, e aparentemente era mais intrigante para mim do que para ele. O autor deixou o final em aberto: Alice despertou e não sonhou até o final. Só nos resta imaginar o que acontece depois. Eu aconselharia não se deixar levar por fantasias e balancear os mundos internos e externos.
Nosso desejo de não perder um único evento às vezes nos faz perder o sono. Se Alice não sonhasse acordada, provavelmente, nunca teria conhecido o coelho ou caído no buraco mágico. Lewis Carroll nos mostra que os sonhos também podem ser uma fonte de conhecimento, impressões e conexões úteis.
Alice no País das Maravilhas
de Lewis Carroll
Publicado pela primeira vez em 1865
Ilustração de
Pavlo Bestuzhev
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Apesar dos eventos de nossos livros infantis preferidos serem todos ficção, ainda sim, podemos fazer conexões verdadeiras com a nossa realidade.
♥︎
aos heróis literários que nos ensinaram importantes lições de vida.